Uso de simuladores nas operações logísticas

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Uso de simuladores nas operações logísticas

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O uso de simuladores logísticos apresenta uma série de vantagens tanto no projeto como na avaliação de cadeias de suprimento. Considerando os altos custos envolvidos nas operações logísticas, os simuladores permitem avaliar alternativas, sem que isso traga riscos à continuidade das operações.

A simulação é uma grande aliada das empresas na análise de suas cadeias de suprimento, permitindo provocar alterações e avaliar seus efeitos, sem que isso impacte a operação. Podem ser estudadas novas atividades, alterações das já existentes, ou até mesmo servir de base para a tomada de decisão em relação aos eventos futuros. Tudo isso pode ser realizado, sem que a empresa tenha que correr riscos imediatos ou elevar os custos de suas operações.

Assim, a tecnologia da informação comprova o seu papel fundamental para incrementar o nível de serviço ao cliente.

Cuidados no uso de simuladores

Os simuladores logísticos, na prática, consistem em um modelo em um sistema computacional qualquer. Este modelo replica o funcionamento de um sistema real, ou que esteja em planejamento, permitindo avaliar soluções sem que seja necessário testar na prática. Com isso, reduz-se significativamente os custos dessa avaliação.

Entre os vários aplicativos existentes, a simulação computacional tem despertado como uma das ferramentas de crescente utilização da gestão moderna, em particular nas áreas de Logística e operações.

Saliby, Eduardo. Tecnologia de Informação: uso da simulação para obtenção de melhorias em operações logísticas. In: Logística empresarial: a perspectiva brasileira / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 296.

Para que essa simulação seja eficaz, alguns cuidados são importantes em relação à elaboração desse modelo, pois a premissa é de que ele represente um sistema real ou planejado. Assim, esse processo de modelagem e simulação precisa ser criterioso, sob o risco de os resultados das análises não fazerem nenhum sentido ao final.

Construção do modelo

O primeiro passo desse processo é a construção do modelo a ser utilizado. Este modelo é construído a partir de um problema existente. Tal problema pode já existir ou ser algo a ser planejado. Em ambos os casos, o modelo deve ser desenvolvido considerando essa situação-problema.

É fundamental definir, nessa etapa, quais são os objetivos pretendidos com o simulador.

objetivo chave para solução de um problema logístico
Saber onde se quer chegar é chave para a solução de um problema.

Por exemplo, se a ideia é aumentar a capacidade de produção em uma determinada cadeia de suprimentos, deve-se avaliar se esse aumento se dará ampliando uma capacidade já existente ou se criando uma fábrica. No primeiro caso, a localização já está definida, bastando definir qual será a ampliação necessária. Já no segundo caso, além do aumento da capacidade, pode haver a necessidade de definir-se um novo local para a instalação. Assim, as situações são distintas e consequentemente os modelos para analisá-las também o serão.

Modelagem computacional

Tendo definido um ou mais modelos, passa-se à etapa de modelagem propriamente dita. Nesta etapa, aquele modelo lógico definido será desenvolvido em um modelo operacional, onde dados deverão ser inseridos para gerarem uma resposta a ser analisada.

Assim, nesse processo de modelagem, será importante o levantamento dos dados necessários para a modelagem e seu tratamento estatístico. Por exemplo, previsões de vendas podem ser estimadas tomando por base dados históricos que apresentem, entre outras variações, indicações de sazonalidade na produção, que deverão ser consideradas.

Uma segunda definição importante é sobre qual software será utilizado na modelagem. É importante ter ciência de que não necessariamente grandes softwares ou máquinas são necessários para que os dados de uma simulação possam ser obtidos. Muitas vezes, simples planilhas eletrônicas são suficientes para uso como simuladores. O mais importante de tudo é que o modelo desenvolvido e software selecionado sejam suficientes para garantir a objetividade da avaliação.

simuladores logisticos
Existem vários simuladores, com os mais diferentes propósitos, que podem ser utilizados para solução de um problema logístico.

Claro que quanto mais variáveis houver em um problema, mais complexo deverá ser o software utilizado para a simulação. Existem vários sistemas de simulação disponíveis, que podem ser customizados com o objetivo de atender às necessidades específicas de uma cadeia de suprimentos.

Feita a seleção do software, o passo seguinte é a validação da modelagem. Todas as variáveis identificadas no problema podem ser consideradas? Os resultados obtidos a partir da modelagem são aqueles necessários para uma tomada de decisão? As margens de erros previstas são aceitáveis?

Respondidas essas perguntas, pode-se passar então à próxima etapa da simulação.

Experimentação

A fase de experimentação consiste, então, no teste das alternativas, avaliando-as quanto aos resultados apresentados. Esta fase é importante também para análise de sensibilidade em relação à alterações provocadas nas variáveis, permitindo que sejam previstas as alterações decorrentes destas variações.

Com base nesses resultados, será possível então tomar a decisão sobre qual a melhor alternativa, considerando as variáveis que foram utilizadas na modelagem. A grande vantagem consiste na possibilidade de testar vários resultados a partir de uma simples alteração de variável, permitindo cobrir uma ampla variedade de possibilidades.

Aplicação de simuladores logísticos

Os simuladores logísticos podem, então, ser aplicados em uma série de situações distintas: previsão de vendas, roteirização de entregas, localização de fábricas e centros de distribuição. Esta última aplicação é uma das mais utilizadas. Através de uma simulação é possível responder a uma série de perguntas:

  • Onde a fábrica deve ser localizada?
  • Que mercados serão atendidos por essa fábrica?
  • Qual o melhor modal de transporte para entrega da produção?
  • Quantos centros de distribuição devem ser considerados para atendimento ao mercado?
  • Quais os fornecedores mais adequados em relação aos tempos de entrega?

Enfim, uma série de questões importantes para o projeto logístico de uma cadeia de suprimentos podem ser respondidas antes da empresa partir para a implementação dessa cadeia.

Mas bastam os simuladores logísticos?

É importante considerar que apesar de sua grande eficácia, os simuladores logísticos são ferramentas para análise de resultados. Portanto, eles não dispensam a avaliação criteriosa desses, por equipes multidisciplinares, em alguns casos, dada à sua abrangência.

Os resultados dos modelos devem ser revisados, pois muitas vezes são necessários ajustes para que seja possível a completa implantação do projeto.

Quanto mais abrangente forem as variáveis de entrada do modelo, mais completo será o seu resultado. Mesmo assim, não será dispensada a avaliação da equipe, visando a correta implantação das sugestões do modelo.

Afinal, por mais eficiente que seja a máquina, ela jamais substituirá completamente a inteligência humana.


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REFERÊNCIAS:

Saliby, Eduardo. Tecnologia de Informação: uso da simulação para obtenção de melhorias em operações logísticas. In: Logística empresarial: a perspectiva brasileira / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000.

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