Custos operacionais no transporte rodoviário

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Custos operacionais no transporte rodoviário

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Os custos de transporte representam uma parcela significativa dos custos logísticos de uma cadeia de suprimentos. E dentre os modais de transporte, o transporte rodoviário é, no Brasil, o mais utilizado. Assim, os custos operacionais do transporte rodoviário são importantes fatores de análise dentro da logística de uma empresa.

Dentro da contabilidade empresarial, os custos podem ser classificados de diferentes formas. O modelo a ser adotado depende dos objetivos da avaliação que se deseja fazer.

A dimensão organizacional deve ser avaliada sob duas óticas distintas: uma perspectiva interna à empresa que está contratando o serviço de transporte e outra externa, que engloba fornecedores, clientes e transportadores.

FLEURY, Paulo Fernando et al. Em busca da eficiência no transporte terceirizado: estrutura de custos, parcerias e eliminação de desperdícios. In: Logística empresarial: a perspectiva brasileira / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 281.

Quando o objetivo é classificá-los de acordo com a sua função dentro do negócio da empresa, os custos podem ser divididos em operacionais e não operacionais. Por outro lado, quando se deseja analisar o seu comportamento frente às operações, eles podem ser divididos em custos fixos e custos variáveis.

Nessa publicação, comentaremos a estrutura dos custos operacionais do transporte rodoviário, pela sua importância dentro da matriz de transportes brasileira. Você pode ler mais a respeito dos modais de transporte utilizados na logística em nossa publicação sobre seleção dos modais de transporte.

Estrutura dos custos operacionais do transporte rodoviário

Pode-se dizer que a produtividade do transporte rodoviário está vinculada de diversos fatores como: a distância a ser percorrida, o tipo de veículo utilizado, as características da carga a ser transportada, as condições das estradas e o padrão da demanda do usuário.

Leia mais sobre esse assunto em nossa publicação sobre a os desafios à maior eficiência no transporte rodoviário de cargas.

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Um dos custos operacionais está relacionado à distância percorrida na operação de transporte.

Assim, uma forma de aumentar essa produtividade é controlar os custos operacionais mais significativos, tais como: preço do combustível, óleo lubrificante, pneus, peças de reposição dos veículos, ou seja, aqueles custos que estão diretamente associados à performance do veículo utilizado no transporte. Outros custos relacionados ao transporte são os salários dos motoristas (e seus respectivos encargos trabalhistas), seguros, custos administrativos, impostos, despesas com pedágios etc.

Assim, esse conjunto de custos operacionais pode ser dividido em dois grandes blocos, formados pelos custos fixos e variáveis. E essa é a estrutura básica dos custos operacionais do transporte rodoviário de cargas.

Custos fixos e variáveis no transporte rodoviário

Para essa divisão, é necessário estabelecer um parâmetro de análise, normalmente utilizando-se a distância percorrida (em quilômetros). No entanto esse não é o único parâmetro. Em alguns casos pode ser utilizada também a tonelada por quilômetro percorrido.

Considerando o quilômetro rodado como parâmetro para alocação dos custos, teremos que os custos variáveis são aqueles que variam em função da distância percorrida. Exemplos de custos variáveis são: combustível e lubrificantes, troca de pneus, peças sobressalentes, lavagem do veículo, pedágios entre outros.

Já os custos fixos, dentro dessa divisão, são aqueles que independem da distância percorrida, sendo seus maiores exemplos: salários e encargos dos motoristas, impostos, custos de overhead entre outros.

Influências externas no custo operacional

Os custos operacionais no transporte rodoviário são impactados também por fatores externos. Um desses fatores é a existência de diferentes modelos de negócio. Em função da grande heterogeneidade do setor de transporte de cargas, existem diferentes tipos de relação entre os usuários e os negócios. Isso leva a que alguns tipos de negócio sejam desenvolvidos especificamente com o objetivo de atender a um segmento específico. Por exemplo, serviços expressos focam a velocidade nas entregas, enquanto pequenas empresas buscam competir nos preços de fretes. Algumas empresas oferecem serviços específicos, como é o caso do transporte de cargas perigosas.

Outro fator se refere ao tipo e configuração dos veículos. Por exemplo, no modal rodoviário existem diferentes tamanhos e configurações de caminhões, permitindo uma ampla variedade na capacidade de carga transportada. Em consequência isso impacta os seus custos operacionais. Além disso, os caminhões podem ser configurados para transportar carga total ou parcial, o que também traz impactos a esses custos.

Os rodotrens estão entre as configurações de veículos utilizadas no transporte rodoviário de cargas.

Um terceiro fator está relacionado à área onde o serviço será executado. Assim, trajetos em áreas urbanas quando comparados às áreas rurais, têm custos diferentes. O mesmo ocorre quando se compara longos trajetos com distâncias mais curtas. Tais diferenças, em geral, estão associadas a custos como salários do motorista, consumo do combustível, velocidade permitida, além da idade dos veículos.

Por fim, um quarto conjunto de fatores está associado às condições do mercado. Normalmente são fatores que podem também sofrer interferência governamental. Dentre esses fatores, podem ser citados:

  • Volatilidade do preço do combustível: a depender do contrato, a revisão dos fretes pode não ser possível a qualquer tempo. Assim, mudanças bruscas no preço dos combustíveis afetam significativamente os custos e, dessa forma, os resultados da transportadora.
  • Dificuldades nas áreas urbanas: em geral, as entregas noturnas apresentam um custo menor pelo simples fato de que, nesses horários, há menos congestionamentos na área urbana. Uma outra dificuldade pode ser a falta de estacionamentos, dificultando as operações de entregas por caminhões.
  • Expansão urbana: o crescimento das áreas urbanas aumenta o preço dos imóveis nas regiões mais próximas, obrigando as transportadoras a alugarem espaços cada vez mais distantes, aumentando os custos variáveis do transporte, apesar da redução no custo fixo (imóvel mais barato).

É importante destacar que essa análise feita sobre os custos operacionais do transporte rodoviário pode ser aplicada aos demais modais de transporte. Questões como preço de combustíveis e arrendamento de áreas são comuns e devem ser consideradas na estrutura do custo de transporte, qualquer que seja o modal considerado.


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REFERÊNCIAS:

FLEURY, Paulo Fernando; AVILA, Marcos Gonçalves; WANKE, Peter. Em busca da eficiência no transporte terceirizado: estrutura de custos, parcerias e eliminação de desperdícios. In: Logística empresarial: a perspectiva brasileira / (organização) Paulo Fernando Fleury, Peter Wanke, Kleber Fossati Figueiredo. São Paulo: Atlas, 2000. p. 281.


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